O problema do “de/por”
Quase todo site de promoção mostra o desconto que a própria loja anuncia. O número parece generoso porque o preço “de” costuma ser um valor de tabela que ninguém pagou nos últimos meses, ou o preço mais alto que o produto já teve. Sobre uma referência inflada, qualquer coisa vira oferta.
Isso é especialmente comum em dermocosmético e perfumaria, onde a mesma embalagem circula por faixas de preço muito diferentes dependendo da loja, da semana e da data comemorativa mais próxima.
Preço baixo não é o mesmo que preço bom. O que interessa é o preço de hoje comparado com o histórico do próprio produto.
O que é a média de 90 dias
Para cada produto acompanhado, registramos o preço praticado ao longo do tempo nas lojas parceiras. A média de noventa dias é a média desses preços registrados no trimestre corrido mais recente, incluindo os dias de promoção e os dias de preço cheio. É essa média, e não o preço “de” da loja, que aparece riscada ao lado do preço de hoje.
O percentual que mostramos é sempre a distância entre o preço de hoje e essa média. Por isso o selo diz “abaixo da média”, e não apenas um número solto: o número sozinho não significaria nada.
Dois detalhes honestos sobre o método. Primeiro: produtos novos, com menos de noventa dias de histórico, ficam de fora até termos série suficiente. Segundo: a média é uma estimativa construída a partir do que conseguimos observar, não um dado oficial da indústria.
O que precisa acontecer para um produto entrar na vitrine
- O preço de hoje precisa estar abaixo da média dos últimos noventa dias. Sem essa condição, o produto não aparece, por mais conhecido que seja.
- A loja precisa ser um varejista estabelecido, com política de troca e canal de atendimento funcionando.
- O produto precisa ser vendido na sua embalagem original, dentro da validade, por revendedor autorizado da marca.
- A comissão que recebemos não interfere na ordem da vitrine nem decide o que entra. Um produto com comissão menor e diferença maior fica acima de um produto com comissão melhor e diferença pequena.
Por que só beleza
Porque comparar preço exige conhecer a categoria. Saber que um sérum de vitamina C de trinta mililitros costuma durar três meses, que a máscara capilar de um quilo rende muito mais por grama do que a de bancada, que a concentração de um deo parfum muda o custo por uso — nada disso aparece na etiqueta, e é justamente aí que mora a diferença entre comprar barato e comprar bem.
Um site que hoje fala de furadeira e amanhã de protetor solar não tem como fazer esse tipo de leitura. Preferimos quatro categorias, sempre as mesmas: skincare, maquiagem, cabelo e perfumaria.
Como o site se sustenta
Por links de afiliado. Quando alguém sai daqui pelo botão “Ver na loja” e conclui um pedido, a loja parceira nos paga uma comissão sobre a venda. O valor sai da margem do varejista.
Isso significa duas coisas para quem usa o site. O preço pago é exatamente o mesmo de quem chegou à loja por qualquer outro caminho, sem acréscimo nenhum. E a nossa receita depende de você voltar, o que só acontece se a indicação for boa — é o que nos impede de encher a vitrine de falsa urgência.
Nenhuma marca paga para aparecer. Não vendemos espaço de destaque, não publicamos publieditorial disfarçado de oferta e não aceitamos pagamento para retirar um produto da lista.
O que o Radar de Beleza não faz
- Não vendemos nada. Não existe carrinho, cadastro nem pagamento aqui dentro.
- Não guardamos dados de cartão, porque não processamos nenhuma transação.
- Não prometemos que o preço continuará válido. Ele muda a qualquer momento, e quem manda é o que está na tela da loja.
Quando a gente erra
Preço coletado automaticamente erra: a loja muda o valor, esgota o estoque, troca a página do produto. Quando isso acontece, queremos saber rápido. Se encontrar um preço diferente do que está publicado aqui, escreva para nós pela página de contato. Conferimos e, se a divergência se confirmar, corrigimos ou tiramos a oferta do ar.
Atualizado em 20 de setembro de 2026